PARTILHA DE ÁFRICA: MOTIVAÇÕES, TEORIAS E IDEOLOGIAS DE COLONIZAÇÃO
Palavras-chave:
ideologias de colonização; assimilacionismo; imperialismo.Resumo
O artigo sobre a “partilha de África: motivações, teorias e ideologias de colonização” objectiva analisar as motivações, teorias e ideologias que sustentaram a partilha de África no século XIX, à luz das interpretações historiográficas, relacionando-as com a construção dos impérios coloniais e com os seus impactos e problemas na actualidade dos países ex-colónias”. Resulta metodologicamente da hermenêutica a obras escritas sobre a invasão, partilha e ocupação dos espaços africanos. Justificaram a ocupação de África as teorias psicológicas (darwinismo social, cristianismo evangélico e atavismo social), e diplomáticas (o prestígio nacional, equilíbrio de forças, estratégia global). Compreendemos que apesar de ser na dimensão africana que se compreende desveladamente a presença europeia em África, as razões económicas justificavam, obviamente, a pilhagem do continente Berço. Apreendemos que sejam as potências de lógica utilitarista como os assimilacionistas segregacionistas, todas reflectiram sua essência para a África contemporânea, que mesmo governada por elites locais, escusam-se pouco da influência europeia devido à assimilação de suas instituições enredadas pela burocracia weberiana. Da discussão, concluímos que a obtenção de mercado para a extracção de matérias-primas e para o escoamento de produtos manufacturados teria impulsionado a expansão e a ocupação de territórios em África, e consequentemente e a implementação das ideologias de colonização nos Estados reinos determinaram a destruição das instituições africanas por inferirem na organização social e económica. No século XXI, verificamos factos análogos a práticas imperialistas dos séculos XIX e XX, como nos Estados Unidos da América e da Rússia.
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