CONSTRUCTION DE RÉCITS SUR L'HISTOIRE LOCALE ET LE DANGER DES «SILENCES ET ABSENCES» DANS DES CONTEXTES D'ÉCRITURE
Mots-clés :
Récits, écriture de l'histoire, histoire locale, silences/absences, enseignement de l'histoireRésumé
L’article « La construction de récits sur l’histoire locale et le danger des « silences et des absences » dans les contextes d’écriture » vise à analyser comment les silences et les absences sont produits dans le contexte de l’écriture à partir de la construction de récits sur l’histoire locale dans les TFC du cours d’enseignement de l’histoire, ISCED-Cabinda, 2012-2021. La recherche identifie ces lacunes, en abordant le décalage entre la réalité du patrimoine culturel de Cabinda et la rareté des modèles d’enseignement de l’histoire locale. Il examine également les accords et les désaccords idéologiques dans les récits sur l'évolution historique et politique de Vila do Belize et de Tandu-Nzinze, ainsi que le conflit dans la désignation de la langue locale, « Ibinda/Fioti ». Dans cette optique, des méthodes d’analyse historiographique, bibliographique et documentaire ont été utilisées pour collecter des données, y compris des recherches qualitatives, permettant ainsi une exploration approfondie du contenu produit par les étudiants et les auteurs consultés. Les résultats indiquent que la construction de récits sur l’histoire locale (re)valorise la mémoire culturelle de la région, établissant un lien entre la formation académique et la réalité locale. Cependant, les silences et les absences observés révèlent un déséquilibre dans la formation des individus et dans la production historiographique, suggérant une vision unique de l’Histoire qui peut déformer la complexité des sociétés. Cette situation met en évidence la nécessité d’une approche plus inclusive et plus globale de l’enseignement de l’histoire locale, favorisant une compréhension plus riche et plus plurielle des expériences historiques de la région.
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